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17 de outubro — rádio diablo para ouvintes noturnos

Vem conhecer meu lançamento!

Rádio Diablo Para Ouvintes Noturnos já está disponível como ebook na Amazon — e se você comprar hoje (17/10), ainda pode garantir seu brinde de pré-venda!

Que montanha-russa foi escrever esse livro!

O primeiro rascunho da Evelynn surgiu em abril de 2022. Uma mulher formada em jornalismo, com cabelo verde, olhos castanho-amarelados e um gato gordo chamado Samuel. Ela, e a voz contagiante que abria a Rádio Diablo, tomaram minhas ideias junto da escrita de Ampária, e vieram ao mundo até antes da minha alta fantasia.

Eu escrevi, por muitos anos, minicontos de terror. Sou apaixonada por terror e horror, e escrever dentro desse gênero é minha coisa favorita. Apesar disso, eu não me via lançando livros de contos de terror. Eu queria escrever romances, novelas inteiras que acompanhassem personagens cativantes — e lésbicas. Rádio Diablo era perfeito pra isso: uma jornalista narrando contos de terror enquanto sua própria vida é tomada por sombras e coisas esquisitas.

O livro foi postado até o capítulo 25 no Wattpad, entre abril e setembro de 2022, quando decidi que precisava focar no lançamento de Ampária e comecei a trabalhar na escrita de Os Que Esperam Nas Sombras.

Apesar de OQENS e Rádio Diablo serem o que eu chamo de “livros irmãos”, eu não consegui escrever os dois ao mesmo tempo. Precisava focar em um e, na época, OQENS tava o mais rápido possível na minha cabeça. Foi aí que Rádio Diablo foi deixado na gaveta pela primeira vez.

Esse livro me trouxe leitores e muito carinho na época, o que me fez perceber que precisava trabalhar nele com muito cuidado pra publicar na Amazon, também. Com isso, decidi que publicaria depois de OQENS, em fevereiro de 2024, no máximo.

Os Que Esperam Nas Sombras veio, e foi um sucesso inesperado! Eu fiz tudo que podia nesse marketing e ver as pessoas se apaixonando pelas minhas meninas foi a maior recompensa que eu poderia pedir. Quando o período de lançamento passou, decidi que finalmente trabalharia em Rádio Diablo. Mas a inspiração tinha fugido entre meus dedos e uma nova história tinha tomado o lugar: Matalobos.

Eu escrevi Matalobos de maneira obsessiva, e mal tinha tempo pra pensar em Rádio Diablo nessa época. Mas eu nunca deixei de querer muito publicar esse livro que tem tanto de mim nele.

Depois do lançamento de Matalobos, fiz um planejamento rápido: finalizar os capítulos de Rádio Diablo e lançar o livro pro Halloween de 2024. Fácil, prático, certo?

Tirei o livro do Wattpad e anunciei que estava trabalhando nele, e, por algumas boas semanas foi exatamente o que eu fiz. Mas, eventualmente, precisei admitir que a história que eu escrevia já não refletia com tanto amor o que eu sentia.

Então eu apaguei alguns capítulos e tentei transformar o que não funcionava mais, mas isso não foi o suficiente. Na minha quarta reescrita, eu apaguei 24 dos 25 capítulos do livro. Rádio Diablo ainda é o mesmo — mas tão, tão melhor.

Essa edição, com cada um dos novos capítulos, personagens e nuances, é o maior orgulho que eu poderia querer. O amor e orgulho que eu tenho das páginas escritas nele não poderiam ser descritos nem em um milhão de palavras; apenas lidos nessa fantasia urbana sobrenatural, onde uma humana precisa engolir seu orgulho e deixar que uma demônio morena sarcástica de passado triste e caráter duvidoso a ajude.

Ade e Evelynn são personagens que estão comigo há anos, e agora, com o livro finalizado depois de muitas versões, penso no quão difícil é deixar elas irem — irem pro mundo, pros leitores. Elas, assim como todo o livro, agora não são mais só meus, mas também são de vocês. E eu espero com todo o meu coração que vocês possam se apaixonar por essas mulheres e por essa rádio que existiram por muitos anos só na minha cabeça.

Quando planejo personagens, muitas coisas além de personalidade e trejeitos fazem parte da composição. Gosto de delimitar as comidas que gostam, as datas de aniversário e signos, artistas que ouviriam e, uma das minhas coisas preferidas: a dinâmica familiar. São irmãs mais velhas, mais novas, filhas únicas. Sinto que é uma das coisas mais importantes na criação das minhas personagens: Ade é uma irmã mais velha, curvada sob as responsabilidades, raivosa sobre seus deveres, dolorosamente capaz de se curvar pra proteger os outros, sem um senso maior de preservação, e esse é o destino fatal dela: ser incapaz de lidar com a culpa na única vez em que se colocou à frente dos outros. Já a Evelynn é filha única, com uma dinâmica que eu gosto muito: ela inibe suas vontades e se curva na responsabilidade de nunca poder falhar, como uma filha mais velha, mas, também, se sente perdida e desamparada, sem ter ninguém pra segurar sua mão quando o mundo desaba, como uma filha mais nova. Gosto da dualidade que escrever filhos únicos permite; nunca o primeiro, nem a última escolha, mas uma imposição silenciosa de ter de suprir todos os cantos enquanto vive num mundo solitário.

Obviamente, esse livro tem suas referências — dos passados e dos que ainda vão vir. O prólogo, que não existia na primeira versão, foi inspirado em Sinais, a música do Jão, e tem uma referência direta a Os Que Esperam Nas Sombras. Me senti uma gênia escrevendo e espero que vocês peguem! Mas, spoiler: por que será que tanta coisa estranha tá sempre acontecendo em Sacramento?

Ainda falando sobre a estrutura do livro, preciso dizer que o capítulo 23 é o meu favorito. Toda a cena foi uma coisa que eu queria muito que acontecesse nesse livro, já que muito dele foi inspirado em O Labirinto — mais no filme do que no livro. Gosto de imaginar quem são as personagens que eu escrevo fora do ambiente maníaco que criei pra elas. Imaginar a interação das personagens sem a pressão do horror, só pra mergulhar elas no mar de sangue outra vez era poético. Elas puderam ser livres, mas só por alguns minutos até que o peso puxasse elas pra baixo outra vez.

Acho maluco estar lançando meu quinto livro — sexta edição, já que tivemos o relançamento de OQENS com a Editora Morgana há alguns meses — e finalmente poder me afundar em um sentimento de orgulho pelo que eu escrevi. Não que eu não ame meus livros anteriores, porque eu dei o meu melhor e escrevi cada um deles com todo o amor do mundo, mas os três anos de trabalho constante nesse livro fez Rádio Diablo ter toda uma nova dimensão pra mim. Amo cada vírgula e ideia colocada aqui, e sou apaixonada pelo ritmo em que as coisas se desenrolam e no jeitinho de cada uma das personagens.

Esse livro carrega muito de mim — dos meus sonhos e dos meus desejos, dos meus medos e daquela coisinha que é a constante de todos os meus livros: o luto. Dessa vez, no entanto, ele funciona de um jeito diferente: ele é o luto pelo que ainda vive.

Acho que eu poderia passar séculos falando desse livro, mas vou deixar vocês por aqui. Planejo voltar com mais Newsletters, com mais frequência do que tenho feito, prometo!

Se você ainda não garantiu o seu ebook, pegue aqui! 

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